quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Alívio

No momento trabalho em um espaço coletivo. Poderia estar sentada no café onde se pode fazer barulho, falar no telefone e coisas assim. Mas não gosto prefiro o silencio, se possível orquestral -acho que o "sepulcral" é meio mórbido e como as pessoas ainda demonstram um tanquito de educação quando ouvem orquestra, vamos usar este.
Bueno, o fato é que decidi fazer parte da turminha que fica na sala do silêncio. Ocorre que, para ficar nesta sala, fico de fone de ouvido para escutar minhas musiquinhas, e com isso não ouço mais nada. Mas isso não impede meu lindo corpinho de fazer sons. E agora o problema é que morro de medo de soltar uns puns e não ouvir ou não saber que soltei! Pronto falei! E nem me venha julgar como se você também não peidasse durante o dia. Aliás, um dos meus momentos favoritos é quando estou andando sozinha na rua, com meu casacão enorme e ninguém do lado. E ao andar vou peidando e andando ao ritmo das minhas passadas, na liberdade e despudor de saber que ninguém está ali e que eu estou sentindo um alívio profundo. Afinal, peidar alivia, assim como fazer coco, abrir a calça apertada, tirar o sutiã depois de um longo dia, espirrar, e se coçar naquele cantinho específico que clama uma coçada de verdade.

E segue o baile dos alívios, e que os deuses da flatulência nunca me visitem no trabalho!


*No meio desse texto desabotoei a minha calça para ajudar o destino e o intestino a passar pelo dia de hoje, sendo apenas mais uma pessoa que ocupa a sala do silêncio. 

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