quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Matar para se tornar

"You gotta kill the person you were born to be, in order to become the person you want to be."

Acho que para o dia de hoje, nada mais oportuno de se ler. Porque desde ontem estou com ansiedade por causa de um email sobre uma questão de trabalho, que na verdade eu que decido o que quero fazer, mas deixo que a falta de simpatia da pessoa com quem tenho que lidar determine como devo me sentir. Sei que posso perder coisas, são decisões... mas hajo como se essa perda fosse ser enorme e nessa brincadeira fico sendo vítima dos meus medos e deixando outras pessoas acessarem meus medos e inseguranças. E elas nem sabem que tem esse efeito todo.... se soubessem eu tava fodida, e não daquele jeito gostosinho que a gente goza no final... 

E nessa cansativa brincadeira de me desmanchar com facilidade a cada intempérie que me aparece, eu me distancio de ser quem eu quero ser. E fico presa nessa "eu" que em nada se parece com a "Eu" que de fato quero ser. Mas que doido! Mas que merda! Mas que saco! Esses sentimentos que abraçam a lógica e a sensatez com tanta força que elas ficam sem ar. E só sobra o sentimento ruim e um resto de consciência  tentando averiguar a situação e avaliar tudo o mais rápido possível, para que aquele sofrimento que me levou a dormir novamente, apenas duas horas depois de levantar de manhã ( e ter tomado banho!) não se repita. E cá estou eu, com uma tremenda dificuldade de focar minhas energias (vide eu estar escrevendo esse texto no momento de trabalho). Exausta só de pensar em todas as decisões que preciso tomar e pensando no bendito email que vou receber em resposta à minha tentativa de negociar com terceiros coisas que podem afetar a vida financeira da minha ainda embrionária empresa. Isso porque a empresa já tem quatro anos. Mas, como abri sem saber de nada e durante muito tempo fui sendo levada pelos ocorridos positivos, acreditando e creditando meu sucesso ao acaso... fui me conformando com o que tinha e com o medo de correr atras e falhar, e acabei estacionando. Coisa de gente privilegiada... sei disso. Mas é isso, a possibilidade desse comodismo faz parte da minha realidade hoje em dia. E estou trabalhando para matá-lo mas ele vem com o encarar de medos e renovar posturas. 

"Mas tudo certo!"- diz ela para si mesma tentando acreditar em si.

De qualquer forma agora estou mexendo em tudo, mais uma vez, e a mudança precisa ser severa, profunda e efetiva. Porque para a quantidade de decisões que preciso tomar, se eu ficar vagando sem saber para onde quero ir, vou parar no mesmo lugar que estava antes... mas dessa vez com um discurso de derrota e não de inércia. Preciso parar de viver com medo e esse é meu ticket! Meu trabalho é o caminho para tudo aquilo que nesse momento eu quero conseguir. Independência, autonomia, poder de decisão, dinheiro entrando na minha conta, sucesso profissional, fazer minha tatuagem de fêmea lutadora e usar com orgulho! E se eu ficar com medo das pessoas que precisam fazer parte disso, não vai dar certo. Ao invés disso devo vê-las como veículos de oportunidade seja de crescimento emocional, profissional ou financeiro. 
Então depois de escrever tudo isso percebo que de fato não há melhor hora do que o agora, para matar a pessoa que você nasceu para ser em prol do nascimento da pessoa que você quer ser. Veremos que consigo fazer isso sem ser no estilo "death by a thousend cuts.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Vidro de aquário

Conversando com uma amiga sobre se engajar mais em um projeto social, ela me disse "eu quero fazer mais do que só falar". Se quere...